terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Sobre Teen Wolf

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Oi, oi, gente! Tudo bem com vocês? Hoje vim falar de séries, algo que eu particularmente adoro! Mais especificamentem, vim falar de uma série que me surpreendeu: Teen Wolf. Imagino que todo mundo que nunca assistiu deve ter aquele preconceito básico, né? Eu tinha também, e muito. Série de lobisomem? Sério? Me parecia idiota, clichê, infantil... Enfim, aquele preconceito que a gente cria quando vê que a série chama lobo adolescente. Admito que quando assisti ao primeiro episódio, desisti na hora. Todos os meus preconceitos pareciam ter se confirmado, porque achei os efeitos fracos, história clichê e tudo mais. Por algum motivo que nem me lembro, algum tempo depois resolvi tentar de novo e assistir o resto da temporada. E, de repente, me vi assistindo todas as temporadas e procurando desesperadamente os episódios que ainda não tinham sido lançados na Netflix. Vim aqui tentar te convencer de que talvez você esteja enganado ao pensar que a série é tudo de ruim! Então, vamos lá.

Bom, a série conta a história de um garoto, Scott McCall, que é mordido por um animal no meio da floresta e se torna um lobisomem. Não sei como resumir tudo a não ser assim. E, desse jeito, parece idiota e desinteressante. Afinal, já existem muitas coisas desse tipo, inclusive o filme no qual foi baseado a série, de mesmo nome. Nunca assisti ao filme, mas todos que assistiram já me falaram que não tem nada a ver com a série. O que faz sentido já que, atualmente, o seriado está na sexta (e última) temporada. O que quero dizer é que a história é muuito mais do que um menino que vira lobisomem.



Quando assisto a uma série, filme, leio um livro, ou me envolvo com qualquer tipo de história assim, me importo muito com a veracidade do enredo. E quando digo veracidade, me refiro ao sentido da história e aos seus personagens. Se as coisas acontecem sem motivo, se começam a surgir mil coisas pra evitar ou resolver um problema aparentemente sem solução, se personagens começam a agir sem sentido, sinto que falta veracidade. É ficção, mas as coisas acontecem por mil motivos, pessoas baseiam suas ações em outros mil acontecimentos, e cada um possui sua própria personalidade, que influencia no que eles fazem. Uma das coisas que mais me encanta em Teen Wolf é exatamente isso, sua veracidade. Nenhum problema é resolvido de maneira fácil, existem informações reais sobre o assunto, o psicológico e as relações dos personagens (que é minha parte favorita de qualquer história) são sempre abordados de maneira incrível... Entendem? Apesar da mistura absurda de mitologias que eu nunca imaginei que existissem, a história fica coerente, as temporadas se interligam, nada fica solto. Esse aspecto da mitologia, aliás, também é bem louco: a série não se restringe a seres sobrenaturais "comuns", como lobisomens, vampiros ou bruxos. Banshees, kanimas, coiotes, ghost riders...

Voltando nos persongaens e nos seus relacionamentos, porque preciso destacar a maravilhosidade deles. O desenvolvimento de cada pessoa ao longo das temporadas é realmente impressionante. Um exemplo disso é a minha atual personagem feminina favorita, Lydia Martin. Quem assiste, entende. É bem possível odiar a Lydia na primeira temporada. Eu inclusive odiava: ela era fraca, submissa e ao mesmo tempo obcecada com controle, maldosa e tudo de ruim na minha visão. Hoje, ela é uma das personagens mais fortes, mais consistentes, altruístas e MARAVILHOSAS desse seriado inteiro. O mesmo pode ser dito do meu personagem favorito desde a primeira temporada, Stiles Stilinski. De novo, se você assiste, entende. Stiles é aquele personagem que ninguém consegue não gostar. E, mesmo assim, ele não deixou de ser desenvolvido e continuar sendo amado por todos. Os relacionamentos entre Lydia e Stiles, Stiles e Scott e Lydia e Scott são meus favoritos, mas todos os outros são ótimos. São aqueles tipos de relacionamentos que fazem vocês chorar no cantinho do quarto de tão incríveis. Sério.




Sei que pareço garota propaganda, mas é que demorei pra perceber o quanto realmente gostava dessa história. Por preconceito mesmo, sempre deixei ela de lado. Só agora que vai terminar percebo o quanto realmente vou sentir falta. Então, acho que é meu dever tentar compartilhar a maravilhosidade, né?

Na verdade o que quero dizer é: dê uma chance. A primeira temporada é legalzinha, a segunda é bem maneira, A TERCEIRA É INCRÍVEL DEMAIS, a quarta bem maneira, a quinta maneirassa e a sexta parece que vai ser INCRÍVEL DEMAIS TAMBÉM. Sério. 


Vou deixar vocês com gifs maravilhosos do meu grande ship.

Beijos,
Ju


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Animais Fantásticos e Onde Habitam

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Não sei se vocês entendem a minha alegria de poder fazer esse post. Alguns já devem saber por posts anteriores, mas eu sou apaixonada Harry Potter. Essa série é, sem dúvida alguma, a minha favorita, e acho que vai ser pra sempre, independente de qualquer outra coisa que eu leia. Digo isso não só por ser, obviamente, uma história incrível, perfeita, com personagens maravilhosos e valores lindos. Acredito que cada fã de Harry Potter tem seus próprios motivos para amar tanto assim esses livros e esse universo. Pra mim é bem simples: foi Harry Potter que me fez descobrir meu amor pela leitura, pela escrita, pelas palavras. E, sendo isso uma grande parte de mim, posso dizer que eu não seria eu sem esses livros.

Ok. Acho que agora talvez vocês possam começar a entender minha alegria de estar escrevendo esse post. Poder voltar ao universo criado pela J.K. Rowling é algo tão, mas tão maravilhoso e emocionante. Vou tentar ser coerente nessa resenha. Então, vamos lá!


Animais Fantásticos e Onde Habitam conta, pela primeira vez, a história de Newt Scamander, um magizoologista que chega à Nova Iorque. É tão incrível pensar como J.K Rowling criou esse universo tão cheio de detalhes que ela pensou nas particularidades do governo, das crenças e expressões de um mundo mágico diferente do inglês. Acho que esse é um dos grandes aspectos incríveis do filme: mesmo para os grandes fãs de Harry Potter, é uma surpresa. É realmente uma nova história, só que com aquele toque maravilhoso de J.K. Rowling que só ela consegue fazer.


Pela primeira vez também temos um personagem principal no-maj (o trouxa dos EUA), Jacob Kowalski. Ele é arrastado para esse universo por Newt que, aliás, é bem descuidado com a questão de manter o segredo dos bruxos. O sonho de Kowalski é abrir uma padaria, e é ele que traz o tom de humor e descoberta do filme. As outras duas personagens principais do filme são as irmãs Tina e Queenie Goldstein. Nem sei o que falar dessas duas! Adoro como J.K. sempre traz mulheres fortes e independentes, mas sem ser clichê. Por fim, temos Newt. Me apaixonei absurdamente por esse personagem inglês e, mais importante, lufano. Sou lufana com muuito orgulho já há muito tempo, mas ter essa representação maravilhosa em um filme é realmente incrível. Ele é o perfeito exemplo de alguém da lufa-lufa. Dá pra ver que estou tendo dificuldades de colocar em palavras o meu amor por essa história? Acho que quando nos apaixonamos por algo é tão difícil explicar o porquê, né?

Bom, como vilões temos alguns introduzidos nesse primeiro filme, mas o principal é Grindewald. Se você leu Harry Potter, deve se lembrar dele. Estou muito animada pra ver o desenvolvimento dessa história que a gente conhece tão pouco, ainda mais que envolve o Dumbledore. Claro, houve toda a polêmica com relação à participação do Johnny Depp no filme. Estou pensando em fazer um post só comentando essa polêmica, pois acho bem complicada.


Com relação ao enredo, tenho que continuar dizendo que amei. Achei que esses filmes são bem mais sombrios que os de Harry Potter. Os vilões parecem mais humanos o que, pra mim, é bem mais assustador. Há alguns aspectos políticos interessantes também. Como sempre, tudo se encaixa e é muito real.

Agora, sobre os animais fantásticos: gente, eles são realmente fantásticos. Mal posso esperar pra ver o que mais Newt está guardando naquela maleta,


A única coisa que eu realmente tenho que dizer é: assistam. Juro que não vão se arrepender!
Beijos,

Playlist | Novembro - 2016

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Oi, gente! Faz tipo literalmente um ano desde a última playlist (oops), então resolvi que já era hora de voltar aqui e atualizar, né? Descobri umas músicas bem incríveis nesse último ano e, recentemente, fiquei obcecada com muitas músicas de Teen Wolf. A trilha sonora dessa série é maravilhooosa (a série também, btw)! Então vamos lá:

1) SINGULAR - Anavitória


Pensem numa música fofa, gente <3 Na verdade amo todas as músicas dessa dupla! As vozes combinam super bem, e são tão suaves e fofas, não tem como não amar.

2)AVA - Famy

Tô realmente impressionada com o fato de que essa banda é TOTALMENTE desconhecida! Essa música é a mais famosinha deles, e minha favorita.

3) 5:19 - Matt Wertz



Essa  música custei a descobrir o nome porque no Spotify, por algum motivo aleatório, o nome é um monte de número (?)

4) FIND MY WAY BACK - Eric Arjes 


Acho que se eu tivesse escutado essa música sem o contexto de Teen Wolf não teria me apaixonado tanto <3

5) FIGHT TIL THE END - Jack Savoretti


6) I FOUND - Amber Run


7) START OF TIME - Gabrielle Aplin


8) WAR OF HEARTS - Ruelle


Acho que essas tem sido minhas favoritas! Já conheciam alguma?

Beijos,

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Pra quem ama viajar: worldpackers

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Oi, oi, gente! Vim compartilhar uma coisas incrível que descobri recentemente! Que eu amo viajar vocês provavelmente já sabem. Então quando dá a louca de PRECISO SAIR DESSE LUGAR é um problema. A não ser quando, como aconteceu há algum tempo, eu descubro coisas novas bem maravilhosas! Então vamos lá!

Acho que o maior problema de quem ama viajar é o dinheiro. Por isso esse site que eu encontrei, chamado Worldpackers, foi uma descoberta tão incrível! Preparem-se pra se perder e gastar horaaas navegando! Basicamente, é o seguinte: você troca trabalho (normalmente algo que você faz bem ou gosta, tipo tocar, mexer com plantação, etc) por moradia e alimentação e pode ir pra muitos lugares no mundo. Você paga sua passagem, refeições extras e uma pequena taxa (é pequena mesmo, gente), além, é claro, das atividades turísticas. Muitos lugares oferecem benefícios extras como lavanderia, acesso à festas locais, cozinha... É ou não é maravilhoso?

É um meio bem alternativo e bem barato pra conhecer mil lugares. No instagram deles muitos viajantes relatam suas experiências com o site e com os lugares que conheceram. Eu fiquei sinceramente muito encantada com a possibilidade de viajar sem pagar uma fortuna e ainda ter uma rotina não muito turística, sabe?

Claro que a segurança pode ser um empecilho. Eu, particularmente, achei tudo muito organizado. Eles verificam os anfitriões e os hóspedes, e dá pra ver reviews de quem já ficou naquele lugar e tudo mais. Ainda não consegui convencer minha mãe, mas juro que continuo tentando!

Só queria compartilhar mesmo porque acho que deve ajudar muita gente sem tanta condição de pagar viagens mega caras!
Aproveitem!
Beijos,

Vida de vestibulando (uma reflexão e incentivos)

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Oi, gente, tudo bem com vocês? Faz um tempinho, né? É que eu estava de novo na época de vestibular. Comecei a fazer uma faculdade esse ano, mas acabei não me identificando com o curso e saí. Voltei para o cursinho no meio do ano e por sorte tinha feito a inscrição do ENEM. Então, assim, voltando pra esse meio e essa vida de vestibular comecei a refletir sobre algumas coisas. Acho que esse post precisa existir. Então vou tentar organizar minhas ideias aqui.

Acho que que vestibular não é fácil todo mundo já sabe, né? Provavelmente todo mundo conhece a pressão dos familiares, da sociedade e até dos amigos. Mas acho que a gente chegou num ponto em que todos já assimilaram isso, e a ansiedade, a depressão e outros mil problemas que vem com o estresse de tentar entrar em uma faculdade passaram a ser normalizados. E só recentemente comecei a perceber o quanto isso não é normal, e o quanto isso pode acabar com uma pessoa.

Primeiro, tenho que ressaltar algo que muitas vezes fica implícito: você não tem que fazer faculdade. Acho que a faculdade talvez seja o meio mais fácil de encontrar seu caminho. Mas uma das mil opções que você tem e pode considerar é, sim, o caminho não usual de, simplesmente, não querer fazer curso algum. Apesar da absurda variedade de cursos que existem, nem todas as áreas, todas as carreiras, são abordadas na faculdade, principalmente aqui no Brasil. Então, se você acha que seu caminho não passa pela universidade, entenda que tudo bem. Se você está bem com isso, é só o que importa. Temos uma visão de mundo que nos é imposta de que apenas aqueles que fazem faculdade e mestrado e doutorado e pós e sei lá mais o que são bem sucedidos. Mas a verdade é que não existe um modelo de vida para alcançar o sucesso. Aliás, o que realmente é esse tal "sucesso"? Esse é um conceito muito relativo pra cada um, não é? Então faz sentido que pessoas diferentes, com conceitos diferentes, sigam caminhos diferentes.

E se você por acaso resolver que quer ir pra faculdade, vá! E se resolver que aquele curso não é pra você? Mude! E se der "errado" de novo? Mude novo, porque você, a vida e todo seu humano está em constante mudança. E aquele "errado" tá entre aspas por um motivos também: porque não existe caminho errado. Lembre-se que cada mudança, cada decisão da sua vida, cada momento, vai te acrescentar algo e te transformar cada vez mais em você mesmo. Nunca é perda de tempo. Se você precisa ficar no cursinho mais um ano pra passar naquele curso que é seu sonho, não é perda de tempo. Se você precisar largar um curso pra tentar outro, também não. Se você quiser parar a sua vida pra ficar um ano só se descobrindo, adivinha? Também não é perda de tempo!

O que quero falar realmente é: tenham coragem de não sucumbir a pressões sociais, familiares, ou até mesmo pressões internas. Descubram-se, e descubram seus próprios caminhos. Não se estresse demais com provas como ENEM e outros vestibulares, porque se você não passar, eu juro que você não vai morrer. Acredite, falo por experiência própria. E a possibilidade de ter que fazer cursinho de novo é bem assustadora, eu sei, mas nunca é tão ruim quanto você imagina. Você tem todo o tempo do mundo, e é o seu tempo. Ignore pessoas que te fazem correr, que te pressionam ainda mais e que falam que vocês tem que virar a noite estudando. Elas não te acrescentam nada além de estresse. Estresse esse que, aliás, pode ser o que está te impedindo de passar! A gente tende a descartar as dificuldades mentais e psicológicas que temos, mas são elas que fazem toda a diferença. Então, tenha um tempo pra você. Tome um calmante, faça uma massagem, assista um filme, vá ao psicólogo, faça aquilo que te relaxa e te faz bem.

Tem horas na vida que a gente tem que simplesmente ser egoísta e descartar opiniões que nos fazem mal. Ninguém realmente entende o que você está passando, então tente esquecer os julgamentos e faça o melhor para si mesmo.

Espero do fundo do coração que essa reflexão te ajude. Eu tive a sorte de perceber isso e contar com pessoas que só me ajudaram, e inclusive um cursinho que não incentivava o estresse, e sim a tranquilidade. Então, boa sorte para nós.

Por fim, quero só dizer que estou disponível pra qualquer um que precise de ajuda tanto com a matéria mesmo (mas lembrem-se que eu sou de humanas, a inutilidade em exatas é real) ou com emoções e desabafos.

Sei que o futuro reserva coisas maravilhosas pra todos nós!
(Sim, eu tava inspirada)
Beijos,

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Conjunto de mini-resenhas

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Oi, oi, gente! Bom, como já disse, sumi por um bom tempinho! Nesse tempinho que deixei o blog sem atualizações li alguns livros que queria comentar. Como já faz um tempo que li a maioria deles, senti que seria difícil fazer resenhas completas de cada um, já que não me lembro de detalhes, e a história (e minha opinião sobre ela) não está tão fresca na minha mente, entendem? Por isso resolvi trapacear e fazer esse post por motivos de atualização mesmo, com resuminhos do que achei de cada livro. Caso vocês achem legal, posso voltar a fazer! Então vamos lá:

1- Tudo e todas as coisas - Nicola Yoon



Vou começar dizendo que comprei esse livro pela capa meeeesmo (e porque a vendedora recomendou)! Mas geeente, olha que capa maravilhosa (podem dar um zoom e olhar direitinho)! Basicamente, esse livro conta a história da Madeline, uma menina que foi diagnosticada com uma rara doença que a impede de sair de casa (ela meio que tem alergia do mundo). Só que quanto mais velha ela vai ficando, mas dificuldade ela tem de aceitar sua situação e quando um garoto se muda pra casa ao lado, tudo que ela mais quer é sair da bolha em que vive. Achei o livro uma gracinha, com um tom de infantilidade e novidade já que tudo é, de fato, novo. Tenho que admitir que Olly (o tal garoto) não me encantou. Simplesmente não consegui me sentir próxima dele, e infelizmente não consegui acreditar muito no relacionamento deles, o que tira um pouco o objetivo do livro, não é? Mas, bom, o que me agradou foi todo esse quê de descoberta, aventura e ousadia. O final não me surpreendeu taaaanto assim, pra ser sincera. Na verdade eu meio que imaginei o que aconteceria, mas me convenci de que não ia acontecer. Mas aconteceu! Provavelmente esse livro vai agradar muitas pessoas: é o típico romance emocionante.

2- O que há de estranho em mim - Gayle Forman


Ah, Gayle Forman. Não sei porque ainda insisto em algo que já vi que não me agrada! Não me encantei por Se Eu Ficar, nem por Eu estive aqui, nem por Apenas um dia. Todos os livros dela são legais. Aceitáveis. Mas acho que sempre me acabo decepcionando. Bom, nesse ela conta a história de Brit, uma adolescente "rebelde" que é mandada para um clínica com métodos de recuperação duvidáveis, agressivos e que com certeza vão contra os direitos humanos. Lá ela conhece algumas meninas, e juntas elas entram em uma missão para derrubar o lugar. Novamente, não consegui sentir o sofrimento que o livro queria passar, nem qualquer outra das emoções. Achei Brit extremamente chata, irritante e sem personalidade. Os personagens que tinham personalidade me pareciam forçados. O romance pra mim foi absurdamente sem graça. Concluímos que acho que está na hora de eu desistir dos livros da Gayle, né? O que é realmente triste porque a maioria parece amar todos os seus livros! O problema deve ser eu mesmo haha

3- Como eu era antes de você - Jojo Moyes



Não tinha como não ler esse livro! E que bom que li porque me apaixonei por Will e Lou. A maioria já deve saber, mas esse livro é sobre Lou, uma garota que está procurando um trabalho para ajudar sua família com as despesas e acaba trabalhando como cuidadora de um homem tetraplégico. Com muito humor, Jojo Moyes conta uma história emocionante. Amei cada um dos personagens pois senti que eles eram pessoas completas e cheias de vida, retratados de maneira muito real, desde suas qualidade até seus defeitos. Obviamente, me apaixonei por Will junto com Lou, e chorei com ela em cada dificuldade. O final me surpreendeu mesmo, eu estava iludida achando que seria um final feliz! Como vocês provavelmente sabem, o livro virou um filme (surprise surprise) que foi lançado recentemente. Gostei, sim, do filme, mas senti que o livro conta tudo de maneira bem mais completa e realista. De qualquer maneira, recomendo ambos!

4- Dama da meia-noite - Cassandra Clare


Deixei o melhor por último mesmo viu Como não falar de Dama da meia-noite? Queria muito fazer uma resenha completa e detalhada desse livro, mas infelizmente li ele já há algum tempo, e seria impossível falar dos detalhes que quero, porque simplesmente não me lembro! Como já imaginávamos, sim, foi incrível.  A Cassandra é uma das minhas autoras favoritas porque faz eu sentir mil coisas enquanto leio, e porque ela consegue interligar todas as histórias tão maravilhosamente! Ela realmente criou um outro mundo, completo e cheio de aspectos maravilhosos e assustadores. Não me admira que ela queira escrever tantos livros nesse universo: ele é tão amplo, ela tem tantas coisas pra explorar! Seus personagens são tão reais, e eu consigo sentir seus vínculos uns com os outros tão intensamente! Acho que todos os seus livros são cheios de coisas lindamente trágicas, e acho que é o que mais me encanta. Talvez eu seja meio masoquista, porque sempre sofro absurdamente lendo seus livros. Mesmo assim, recomendo esse livro (e todos os seus outros, principalmente Peças Infernais <3) mil e uma vezes pra todas as pessoas desse mundo que são apaixonadas por livros incríveis de fantasia.

Bom, gente, acho que são esses os livros que eu realmente queria comentar. Espero que tenham gostado!
Já leram algum desses? O que acharam?
Beijos,


terça-feira, 12 de julho de 2016

Sobre feminismo

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Ooooi, gente! Sim, eu sei que sumi! Juro que tenho meus motivos, uns bem mais válidos que os outros. Mas enfim, né? Resolvi voltar hoje já com um tema que tem tomado conta das redes sociais e causado muita polêmica: sim, vamos falar de feminismo. Antes de começar queria dizer que tenho pensado em levar um blog pra um contexto mais social e começar a falar de temas problemáticos e atuais, como esse de hoje. Não sei se vocês gostariam disso, mas sinto que pra mim é muito bom, e eu realmente gostaria de poder expor minhas ideias. Mas claaaro que vamos continuar com os posts literários!

Mas, bom, vamos lá.

Primeiramente: sim, gente, sou feminista. Parece que atualmente falar isso é tão polêmico quando se assumir gay, né? MAS É O SEGUINTE: a maioria das pessoas tem uma ideia muuuito errada de feminismo. Com toda essa informação que a gente recebe e tem acesso por causa da internet e das redes sociais, a galera acha que sabe todas as verdades do universo assim, PLIM, automaticamente, e sai discutindo e falando besteira sem nem dar aquela pesquisada básica antes de falar. Então acho muito importante a gente começar essa discussão definindo logo cedo alguns conceitos que são frequentemente usados de maneira errada. Essas são DEFINIÇÕES, encontradas no dicionário, ou seja; o real significado, independente do que você vê por aí, ok? Vamos manter isso em mente.



Feminismo: "movimento político, filosófico e social que defende a igualdade de direitos entre mulheres e homens."

Machismo: "atitude de quem não aceita a igualdade entre os gêneros, e acredita que o homem é superior à mulher"

Femismo: "contrário do machismo, acredita que a mulher é superior ao homem"

Humanismo: "doutrina que coloca os homens no centro do universo e das preocupações filosóficas" (esse conceito não tem nada a ver com questões de gênero, mas já ouvi tanta gente dizer que "não é feminista nem machista, é humanista", que não podia deixar de falar dele! Você pode ser feministas e humanista, ou humanista e machista.)

Agora que temos tudo definido, podemos começar de verdade. Então, vamos esclarecer o primeiro ponto: um movimento não é definido pelas suas vertentes extremistas. Extremistas existem em TODOS os movimentos, sociedades, religiões, seja lá o que for. Mas não podemos definir um movimento inteiro com base neles! Vertentes extremistas são exceções, existem e sempre vão existir. Então, concluindo esse ponto, podemos falar dos mitos sobre feminismo. E, novamente, quando digo "feminismo", me refiro ao feminismo real, de acordo com sua definição original.

ATUALIZADO: Na realidade, o feminismo radical não é violento dessa maneira. A violência contra o homem é chamada de "misandria". O feminismo radical é uma vertente particular doas várias do feminismo. Nesse post  algumas correntes foram bem definidas, inclusive o feminismo radical.


"FEMINISTAS ODEIAM OS HOMENS"

Opa, já esclarecemos isso nos conceitos, né? Ninguém aqui quer acabar com os homens não, queremos acabar com o machismo. Quem se acha superior aos homens são aquelas no movimento femista (e, sim, eu sei que é fácil confundir), e quem pratica violência contra os homens são são misândricos. A gente só não quer que o fato de sermos mulheres nos impeça de fazer qualquer coisa, ok?

"FEMINISTAS ODEIAM DEPILAÇÃO, MAQUIAGEM E SAEM MOSTRANDO OS PEITOS"

"Não sou feminista, sou feminina": amiga, olha que maravilha, você pode ser os dois! O feminismo quer que as mulheres sejam livres para serem quem realmente são, sem ter que seguir padrões sociais que nos são impostos. Então, se uma mulher se sente melhor sem depilar e sem usar maquiagem, ótimo! Ela não pode ser julgada por isso. Agora, se outra escolher se depilar e passar maquiagem porque se sente melhor assim, adivinha? ÓTIMO TAMBÉM! Nenhuma mulher é obrigada a nada! Ah, e sobre as feministas que saem sem camisa na Marcha das Vadias: acredito que elas queiram mostrar um ponto importante, que é que assim, independente da roupa que eu estiver usando, meu corpo pertence a mim, e a mim somente.

"FEMINISTAS PROTEGEM BANDIDOS DA PENA DE MORTE MAS SÃO A FAVOR DO ABORTO"

Não, feministas não são a favor do aborto: somos a favor da LEGALIZAÇÃO do aborto. SIM, TEM DIFERENÇA! Ninguém vai sair cortando as barrigas das grávidas na rua e gritando "MORTE AO FETO!" não, tá? Mas é o seguinte: o aborto acontece e vai acontecer todos os dias, independente se você gostar ou não, independente se você achar certo ou não, independente se for legalizado ou não.  O que acontece é que, enquanto não é legalizado, as mulheres procuram métodos loucos e clínicas clandestinas, onde são atendidas por médicos pouco qualificados, em locais sem higiene adequada, sem segurança, e a maioria vai acabar morrendo ou pegando uma infecção no processo. Já com a legalização, as mulheres poderão ser atendidas em clínicas de qualidades, poderão ter acesso a informações completas sobre o processo, médicos qualificados, ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO, ou seja, algo digno, higiênico e seguro. Em alguns países, como no Uruguai, o número de abortos diminuiu após a legalização! Ah, e sobre pena de morte: cada um tem seus princípios e opiniões, mas eu pessoalmente acredito que uma educação (e não digo "dar um livro de matemática ao assassino", como já vi muitos comentando: educação aqui significa respeito pelos outros e noções de uma vida em sociedade mais harmoniosa) de qualidade é bem mais efetiva que uma ameaça de morte.

"FEMINISTAS ODEIAM MULHERES 'BELAS, RECATADAS E DO LAR'"

Como já falei no segundo tópico, nenhuma mulher é obrigada a nada pelo feminismo. Feministas não são contra as mulheres que decidem ficar em casa, cuidando dos filhos e do lar: somos contra a ideia de que apenas essas mulheres tem valor! Simples, não é? Queremos ser valorizadas independente do que escolhermos ser e fazer com nossas vidas!



Ufa, acho que acabamos com esses mitos de uma vez, né?

Agora vou colocar aqui os links de duas postagens do blog Não Aguento Quando que falam do porquê precisamos do feminismo ainda hoje. São duas partes, então aqui é a primeira, e aqui a segunda.  Acho que muita gente não percebo o machismo que está presente em pequenas coisas do dia a dia, coisas que fazemos tão automaticamente que nem percebemos o quão erradas podem ser. Por que minha mãe me mandava sair mais coberta quando fosse sair de noite? Por que ela se preocupava que eu não voltasse pra casa sozinha, mas sim com algum amigO? Por que muitos maridos se orgulham de ajudar suas esposas com as tarefas de casa? Não deviam essas serem deveres de todos os moradores da casa, independente do gênero? Sim, vemos mulheres com necessidades muito maiores em países do Oriente Médio e devemos sim lutar por elas. Mas nossa luta aqui não está terminada. Ainda vivemos, sim, numa sociedade machista, em uma cultura do estupro. Ah, e, falando nisso, quando nós feministas dizemos que "todo homem é um estuprador em potencial", não queremos dizer que todo homem estupraria alguém, ok? Queremos dizer apenas que a sociedade em que esses homens foram criados ainda sustentam valores como a objetificação do corpo da mulher, a submissão da mulher aos desejos de um homem, e a dominação desses. Valores esses que relacionam-se com o estupro.



Agora falando novamente dos objetivos do feminismo, queria esclarecer algo: o feminismo SABE que homens e mulheres são diferentes. As feministas não perderam as aulas de biologia, tá? Não achamos que homens e mulheres são IGUAIS, IDÊNTICOS, mas sim que merecemos direitos iguais. Ninguém deve ser exaltado ou limitado simplesmente por ser de certo gênero, não é?

Sinto que esqueci de falar mil coisas, então talvez eu volte pra atualizar esse post. Sintam-se livres para perguntar e se expressar nos comentários (mas sem ódio, por favor! Vamos procurar ser civilizados e gentis, tá?). Não sou especialista no assunto, mas admito que sou curiosa haha

Por fim, quero deixar o link desse vídeo do buzzfeed, que define o feminismo e desse "guia básico" de feminismo para os homens, que eu achei maravilhoso e muito esclarecedor <3 E também esse textinho pra, sei lá, inspirar? Ou talvez só dar aquele empurrãozinho que faltava pra você, mulher, ter coragem de ser quem você sempre quis ser!

"Tudo puta! Nasceu mulher o defeito é teu. Vadia, vagabunda, piriguéti, promíscua, vulgar, PUTA. Mulher tem que se valorizar. Mulher tem que estar com o corpo no padrão. Mulher tem que ser mulher de verdade. Mas o que são? Isso, puta. Foi assediada, violenta, estuprada? O problema é seu. Engravidou? Não pode abortar. Mas afinal, que culpa a criança tem? Na hora de fazer não reclamou. Se dê o respeito. Não queira merecer um estupro. Não seja puta. Mulher tem que se comportar. Sorria. Não fale alto. Não fique até tarde na rua. Não seja gorda. Mulher tem que estar com o corpo no padrão. Não use roupa muito curta, decotada. Assim está pedindo pra ser estuprada. E se for estuprada a culpa é sua. Você mereceu. Não queira merecer um estupro. Mulher não pode ir pra balada. Mulher não pode beber. Isso é coisa de puta. Se te assediarem a culpa é sua.
Não trepe. Não aborte. Não seja gorda. Não seja magra. Não reclame. Não pergunte. Não exija direitos. Não beba. Não seja lésbica. Não seja feminista. Não faça o que sentir vontade. Não seja puta.
Tá grávida, puta. Abortou, puta. Foi estuprada, puta. Violentada, puta. Assediada, puta. Não quer casar, puta. Não quer homem, puta. É lésbica, puta. É feminista, puta. É mulher, puta.
E você, foi, é ou ainda vai ser? Faça o que quiser. A revolução vem para salvar nossas vidas. Para a sociedade sempre seremos putas. Liberte-se mulher!
Bruna Lira"

Só queria dizer que eu não vim aqui tentar convencer vocês a serem feministas não, por mais que eu acredite que vocês devam ser. Desejo de coração que vocês tenham essa liberdade pra escolherem ser o que querem ser, e acreditarem naquilo que realmente acreditam, sem imposições. Mas realmente acho que se vamos nos posicionar contra ou a favor de algo, devemos pelo menos conhecer aquele "algo" antes, não é?



Espero que tenha sido esclarecedor (isso se alguém chegou ao fim!),
Beijos,


 






quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Sobre a série Shadowhunters

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Oi, oi, gente! Hoje vim finalmente falar dos meus sentimentos com relação a série de TV baseada em Os Instrumentos Mortais. Claro que minha opinião nesse post não é definitiva já que só foram lançados cinco episódios. Mas eu acho que com 5 episódios já dá pra ter uma ideia do que eu gosto e do que eu espero que mude. Não vou comentar cada episódio, e sim uma coisa mais geral. Então vamos lá!


Fui assistir essa série com as expectativas muito altas. Não sei muito bem o porquê, mas acho que a divulgação toda que eles fizeram me agradaram muito, e eu adorei o elenco. Claro que fiquei decepcionada, mas tenho consciência de que começo de série é assim mesmo, né, gente? Efeitos ruins, cenas muito clichês... Quem lembra dos primeiros episódios de Vampire Diaries, Teen Wolf, sabe que a gente tem que relevar certas coisas no começo. Então, sobre os efeitos especiais, não preciso nem comentar, né? São toscos, muito toscos. Os vampiros pegando fogo, esqueletos aparecendo, me fizeram rir. E os lobisomens que é tipo PUF humano e PUF animal? E a câmera lenta que eu não sei porque diabos eles estão colocando nas cenas de luta? Tudo isso é bem decepcionante, mas acho que podemos esperar uma melhora quando a série for mais popular e os produtores tiverem mais dinheiro para investir (isso se ela não for cancelada antes).



Com relação ao elenco, eu gosto muito de todos na aparência, mas pra mim um dos maiores problemas da série é o diálogo e a atuação de alguns atores. Acho que precisam dar uma revisada no roteiro, pra tirar umas frases que são simplesmente idiotas, sem necessidade, e MUITO clichês, sabe? E juntando essas falas com a atuação ruim de alguns, o negócio fica realmente difícil de engolir.

Pra mim, a pior de todas as coisas nesse show inteiro, é a Isabelle. Eu estava super feliz com a atriz, achei que ela realmente faria uma boa Isabelle. E o problema não é com ela e sim, novamente, com o roteiro, com o que os escritores estão fazendo com ela. Acho muito triste uma personagem forte, inteligente, independente e maravilhosa com a Izzy ser representada nessa série como quase que uma prostituta. A gente vê muito pouco das habilidades dela, e na maioria das cenas ela ou está distraindo todo mundo com sua dança, trocando sexo por informações, sendo a menina festeira da história... De verdade, isso me mata, porque ela é uma personagem tão boa! E ela está acabando sendo representada como alguém vazio, sem personalidade. No último episódio achei que melhorou um pouco, e fiquei feliz. Finalmente ela fez algo produtivo e demonstrou alguns sentimentos. FINALMENTE! Mas ainda assim muito pouco. Realmente espero que isso melhore.


A Clary é outra que não suporto. Tenho que dizer que não gosto da atriz e de sua atuação. Acho forçado demais, como se ela gritasse todas as falas. A Clary já é naturalmente chatinha pra mim, mas na série ela é insuportável. Além disso eles estão fazendo com que ela seja uma lutadora incrível, sendo que ela mal conhecia o mundo há um mês. E seu relacionamento com Jace também... Simplesmente não consigo gostar! Jace sozinho também tá ruim, não sei muito bem o porquê, mas ele com a Clary é pior ainda. Quando eles estão juntos é o momento de falas clichês, romance forçado, sem química alguma, Jace TOTALMENTE fora do personagem...

O que eu estava falando sobre atuação forçada?
Sim, desgosto de muitas coisas. Mas também gosto de muitas, como o Simon e o Alec. Pra mim, Simon é o destaque. Ele fala coisas engraçadas, a gente consegue sentir a química entre ele e Clary, sua atuação é boa... Gostava muito do Simon do filme, e amo ainda mais esse. Alec também está maravilhoso! Ele é mal humorado, responsável, irritado e engraçado ao mesmo tempo. E seu relacionamento com Magnus me agradou muito. Com relação ao Magnus, em alguns momentos senti que ele estava totalmente fora do personagem, mas a atuação é boa então só espero melhoras.



Com relação a história, eu acho que eles estão começando a se distanciar do livro. Não lembro muito bem, pois faz tempo que li, mas eu já esperava disso, então estou tranquila. Na maioria das vezes acho que eles não fizeram nada absurdo demais (fora a invocação daquele demônio estranho, o colar da Clary e algumas coisas mais) então não quero fazer críticas muito duras.

De resto, realmente espero que melhore. Eu gosto da série, gosto de assistir, fico animada para assistir, mas não é nem perto de perfeita. Mesmo assim, acredito mesmo que deve melhorar. Mas antes eu estava animada com a possibilidade de fazer Peças Infernais. Agora, quero que deixem minha série favorita em paz. Aquela menção a Tessa me deixou com medo!

E vocês? Gostaram da série?
Beijos,
Ju

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Resenha | Amor Amargo

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Último ano do colégio: a formatura da estudiosa Alex se aproxima, assim como a promessa feita com seus dois melhores amigos, Bethany e Zach, de viajarem até o Colorado, local para onde sua mãe estava indo quando morreu em um acidente. O Dia da Viagem se torna cada vez mais próximo, e tudo corre conforme o planejado. Até Cole aparecer. Encantador, divertido, sensível, um astro dos esportes. Alex parece não acreditar que o garoto está ali, querendo se aproximar dela. Quando os dois iniciam um relacionamento, tudo parece caminhar às mil maravilhas, até que ela começa a conhecê-lo de verdade…

Mais uma vez, Jennifer Brown conseguiu partir meu coração com uma história maravilhosamente trágica e realista. Amor Amargo conta a história de Alex, uma garota no último ano do ensino médio, que tem uma pai ausente e dois melhores amigos. Tudo que Alex consegue pensar é em sua viagem para o Colorado com seus amigos, até que o suposto príncipe encantado Cole aparece em sua vida e a muda drasticamente.

O único livro da Jennifer Brown que tinha lido antes desse tinha sido A Lista Negra, que eu amei completamente e até fiz resenha aqui no blog. Ela sempre trata de algum tema polêmico em seus livros. Nesse foi relacionamento abusivo. Foi o primeiro que li sobre o assunto, e, como disse a Pam, do Garota It, todos no mundo deviam ler esse livro. Ele é tão realista, tão honesto! Não é algo fofo, do tipo ó, o amor vai te salvar, mas sim um tapa na cara de todo mundo que acha que entende o que é um relacionamento abusivo. Vou tentar controlar minhas emoções e fazer uma resenha organizadinha pra vocês entenderem.

Se você leu minha resenha de A Rainha Vermelha, deve saber que o meu maior problema com aquele livro foi a falta de emoção. Eu simplesmente não sentia o sentimento (?) dos personagens. Agora, esse livro não podia ter esse problema, senão ninguém conseguiria tirar nada dele. E, ainda bem, ele não teve.

De verdade, estou tendo muita dificuldade pra fazer essa resenha, pra explicar o quanto eu achei esse livro incrível.

Bom, quando pensamos em relacionamento abusivo, podemos pensar em várias coisas: abuso sexual, psicológico, físico e etc. E achamos que entendemos esses relacionamentos. Achamos que se fosse conosco, faríamos diferente. Nunca fui daquelas que dizia ah, mas ela⁄ele devia ter reagido ou ah, como ela⁄ele foi fraca⁄o, tadinha⁄o. Eu achava que entendia. Sempre pensei que não podia ser simples. Mas a verdade é que você não entende completamente a não ser que aconteça com você. Esse livro me fez entender melhor, mas também me fez entender que eu jamais vou entender completamente a não ser que seja a vítima.

Já que não consigo falar direito sobre esse livro, vamos falar dos personagens pra ver se melhora.

E é claro que preciso começar por Cole. Eu me apaixonei por Cole junto com Alex. Sinceramente, mesmo que você saiba o que vai acontecer mais tarde na história, é impossível não se apaixonar por ele, e por eles juntos. Eles se entendem. Cole é, realmente, o namorado perfeito. Aquele que te protege, que te entende, que te acompanha, que é seu melhor amigo... Até ficar irritado. Existem pessoas que descontam naqueles que amam quando estão estressados, aqueles que perdem a cabeça quando estão sentindo algo intenso. Mas Cole. Cole simplesmente não consegue se controlar. Acho que ele é, e digo isso literalmente, um psicopata ou no mínimo bipolar. Ele parece amar Alex genuinamente e parece se sentir realmente arrependido depois de a violentar. Mesmo assim, não consegue se impedir de fazer isso de novo. E o que achei mais impressionante nesse livro foi o fato de eu não odiá-lo. E isso provavelmente se deve ao fato de Alex não conseguir odiá-lo por completo.

Alex vive um conflito interno tão grande depois de sofrer abusos de Cole. Ela o divide em o Cole carinhoso, e o Cole que a assusta. Ela o ama. E por isso é tão difícil mudar o que está acontecendo. Acho que toda vítima de abuso acredita, como Alex, quando depois do primeiro abuso o agressor diz que isso não vai voltar a se repetir. Eu cheguei acreditar no Cole que deixava flores no seu carro, que a levava para a livraria para comprar livros, que fazia músicas com seus poemas, que a chamava de apelidos carinhosos. E então ele volta a agredí-la e você sente raiva. E mais tarde, de alguma maneira, ele te convence de que não vai acontecer mais e consegue te fazer acreditar que a culpa não é dele, mas de Alex. E Alex está convencida disso. Mas é claro que me bateu, eu fui tão idiota! Alex começa a moldar sua vida para agradar Cole. Deixa de encontrar os amigos. A cada movimento seu, tudo que ela consegue pensar é se aquilo vai agradar Cole.

E aí conhecemos os pais de Cole, e isso só torna as coisas piores. É óbvio que o pai de Cole abusa sua mãe e que é por isso que Cole é da maneira que é. E não digo isso como desculpa para ele (pelo menos não agora, mas quando conheci a situação pela primeira vez, como Alex, senti uma pena imensurável desse garoto que tinha mãe e pai, mas que na verdade não tinha), mas já dizia minha avó: para saber como um garoto vai te tratar, olhe como ele trata sua mãe. Cole vê sua mãe como uma figura fraca, idiota, medíocre e estúpida. Ele nem a chama de mãe. E é óbvio que isso é influência de seu pai.

Uma das partes mais interessantes do livro pra mim foi quando Alex encontrou Maria, tanto no cinema quanto no trabalho. E você percebe que Cole abusava de todas as suas namoradas anteriores, que recebeu processos e ordens de restrição por isso, e ainda assim ele continua abusando de Alex, e provavelmente vai abusar das namoradas seguintes. E é aí que você para e percebe que jamais vai entender alguém como ele. Psicopatia é um dos distúrbios que a medicida ainda sabe muito pouco sobre.

Uma das únicas coisas que me deixou frustrada no livro foi como Bethany e Zach reagiram quando descobriram que Alex estava sendo abusada. Mas minhas frustração, novamente, cai nas coisas que achamos que entendemos mas não entendemos. Tudo que eu conseguia pensar era em como eles não entendiam, em como, se fosse eu, tentaria ajudar minha amiga e não excluí-la. O que não entendemos é que não é fácil ajudar alguém que não quer ajuda. Não me entendam mal, gostei muito dos dois amigos. Achei Zach incrível toda vez que encontrava Cole, e Bethany era um doce, e amei o relacionamento dos três.

O que mais me encantou no livro foi realmente o aspecto psicológico e emocional de todos os personagens, e principalmente de Cole. Pelo amor de Deus, depois de ter espancado a garota na rua e sido preso por isso ele tem a coragem de ligar pra ela e pedir perdão. Nesse ponto, Alex e nós, como leitores, já entendemos que o Cole carinhoso existe, mas ele jamais vai ser o suficiente. Não quando o Cole assustador pode surgir a qualquer momento, independentemente o que Alex faça. E talvez essa percepção seja a mais importante do livro todo: Alex tentava fazer tudo certo para agradá-lo e não ser agredida, mas simplesmente não importa o que ela faça, ele vai descontar sua raiva nela. E depois pedir perdão. E então espancá-la de novo. E então escrever músicas para ela. E então enchê-la de socos. E então comprar livros de viagem. E então empurrá-la no chão. E então deixar flores no seu carro. E então chutá-la na barriga, nas costas, no rosto, na cabeça, enquanto ela se encolhe no chão.

Outro ponto interessante do livro é o paralelo entre Cole e a mãe de Alex, que também sofria de algum distúrbio mental e suas maneiras de lidar com as coisas e com as pessoas que amava. E isso leva a melhor qualidade do livro todo: não existem personagens vazios. Cada um deles tem uma personalidade marcante. São pessoas reais. Lidam com os problemas de maneiras reais. Georgia com sua filha, Bethany com sua obsessão pela viagem e por questões ambientais, Zach sendo um tarado e um amor ao mesmo tempo, a distância do pai de Alex... Alguns personagens, como Célia, Ms. Moody, Shannin e os pais de Cole fiquei querendo conhecer mais. Mas mesmo assim, entendo que o pouco contato com outras pessoas também é uma representação do relacionamento abusivo. E assim, maravilhosamento, tudo se encaixa.

E eu termino essa resenha amando mais esse livro do que quando o terminei, há algumas horas.

Espero que tenha conseguido passar o que senti para vocês, e recomendo muuuito esse livro, e também A Lista Negra. Jennifer Brown está entrando para a lista de autores favoritos com certeza.

Beijos,
Jú.


sábado, 23 de janeiro de 2016

Resenha | A Rainha Vermelha

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O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.
A Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard, tem feito muito sucesso por aí. O livro conta a história de Mare Barrow, uma garota que vive em uma sociedade dividida pelo sangue: vermelho ou prateado. Enquanto os prateados são poderosos, sobrenaturais, os vermelhos são apenas plebeus, trabalhadores. Mare é uma vermelha. Porém, em um acidente durante uma apresentação de prateados, ela acaba descobrindo algo inédito sobre si mesma e sendo levada para o palácio para viver como alguém de sangue prata.

Comecei esse livro com muitas expectativas, já que todo mundo no mundo parecia ter amado esse mundo, personagens, e tudo mais. Sim, eu gostei do livro. Não, não é um livro ruim. Mas também não achei maravilhoooso. Não sei muito bem o porquê, mas vou tentar explicar. E, claro, se você ainda não leu esse livro, cuidado, pois essa será uma resenha com spoilers!

Vamos começar sobre o mundo no geral: achei uma loucura a autora ter incorporado tantos elementos diferentes nesse mundo. É sobrenatural, distópico, fantástico... Em certos momentos, cheguei a achar um pouco demais, mas, no geral, achei legal, diferente. Os poderes dos prateados eram interessantes, e o de Mare mais ainda!

Um dos pontos que mais gostei no livro foi a ideia das relações entre as pessoas de "classes" iguais e diferentes. Não sei se é claro o que estou tentando dizer, mas é o seguinte: gostei da maneira como ela tratou as relações entre pessoas. A relação de Maven e Cal, de Cal e Mare, Mare e a Rainha, o Rei e a Rainha, Lucas e Maven, a monarquia e as outras casar... Gostei da ideia. Do superficial. Tenho que admitir que a prática pra mim, foi um certo problema.

Deixe eu explicar: não achei que as ideias desses relacionamentos foram bem desenvolvidas. Não consegui sentir as relações em si, só o que a autora queria que fossem essas relações. Isso melhorou um pouco no final do livro, tenho que admitir. Aliás, o final foi minha parte favorita. Pareceu que tudo ficou tão melhor! Percebi que tive um relacionamento muito bipolar com esse livro: as vezes estava entretida, as vezes não dava a mínima.

Agora, o que realmente me deixou nervosa foram os personagens, tanto os que gostei quanto os que odiei. Então, vamos começar por Mare. Odeio comparar livros, mas não posso deixar de comparar A Rainha Vermelha com Jogos Vorazes. Não pelo enredo, mas por alguns personagens. Mare me lembra muito Katniss. Ela quer proteger aqueles que ama, não quer necessariamente se envolver demais, vê as consequencias, é o símbolo da revolução. Infelizmente, enquanto Katniss me convenceu de seus valores, de sua coragem, de seu amor pelos familiares, Mare simplesmente não conseguiu. Eu não consegui acreditar no seu suposto amor e lealdade. Não senti seu amor por Cal e o desenvolvimento desse relacionamento (mas é claro que quero que eles fiquem juntos, porque sou idiota desse jeito) , e muito menos senti seu amor por Maven. Em um momento ela não confiava nele, não gostava dele, e de repente, bum, eles estão se beijando. Pelo menos foi essa a impressão que eu tive.

Então vamos falar dos príncipes. Não curto muito o estereótipo de príncipe oprimido com problemas com o pai, ou seja, não consegui gostar de Maven mesmo quando ele era bonzinho. Ele não me convenceu. Não previ a traição, mas, convenhamos, com tanta gente falando que ele era igualzinho a mãe dele, devia ter adivinhado, né? Consegui gostar mais de Cal porque ele é o clichê que eu gosto: principe leal ao pai, vai ser rei e vai ser um bom rei, porém, tem compaixão demais. Ele foi um dos que mais gostei, simplesmente pois foi o que eu achei mais bem construído. Sua "bipolaridade", seu conflito interno, sua lealdade ao reino mas sua consciência dos problemas... Ele até que me convenceu, então, gostei dele. E gostei mais ainda no final, quando descobriu que Mare tinha o traído.

Antes de continuar com os personagens, tenho que falar desse cena. Quase gritei de frustração ao ver Mare tentar convecer Cal a mudar de lado. Nunca vi um plano tão idiota, estúpido e inacreditável. Não consigo acreditar que alguém inteligente como Farley deixou algo assim acontecer. Não me entendam errado: acredito que o amor pode fazer as pessoas mudarem, acredito, mas acredito quando o negócio não é simplemente inacreditável (?). Cal é leal, o rei é seu pai, ele vai ser rei, ele foi criado a vida toda para isso. Como alguém pode acreditar que ele jogaria tudo isso fora em um momento de tensão, de conflito, para destruir o seu reino por causa de uma garota que conheceu há, o que, um mês? Em situações de tensão. a pessoa escolhe o que é conhecido, o que é familiar. Obviamente ele não iria escolher Mare e a estupidez no plano me fez querer jogar o livro pela janela.

Ufa. Voltando aos personagens.

Sabe quem mais eu achei idiota? Kilorn. Pra mim, Kilorn não faz sentido. Odeio dizer isso, mas, pra mim, Kilorn é uma tentativa de fazer um novo Gale. E não funcionou. Eu simplesmente não senti o amor que Mare dizia sentir por ele. Sinto que vai ter um triângulo amoroso com ele, porque a autora meio que deixou isso no ar, mas não consigo acreditar. Ele me parece sem personalidade, tudo nele parece forçado.

Outro que achei sem personalidade foi o rei. Pra mim ele só parecia estar lá, agindo como mau. Elara, por outro lado, me convenceu como o clichê de madrasta do mal. Gostei, mas achei que ficou só isso: vilã. Superficial. Sem aquele algo mais para realmente me atrair.

Evangeline! Essa sim me convenceu! Ela queria a coroa a todo custo, chegou lá. Prateada dos pés a cabeça, odeia vermelhos, despreza Mare que, pela história, é prateada mas viveu entre vermelhos. E quando seu noivo traiu o reino, ela foi para a arena executá-lo. Não queria que eles ficassem juntos, mas realmente gostei dela e Cal como um casal. Imaginem que casal mais foda!

Os outros personagens pra mim foram simplesmente... indiferentes. Gostei de Julian, gostei de Lucas, gostei de Gisa... mas nada incrível. Da maneira que estou falando, parece que não gostei do livro. Mas gostei, sim.

Adorei as partes do treinamento, e a cena de luta entre Evangeline e Mare. Gostei das aulas de dança com Cal, achei uma maneira muito doce de (quase) desenvolver o relacionamento deles. Gostei da questão política do livro, e de como Maven escolheu os alvos do ataque baseados na sua importância pra guerra.

Então, gostei do livro. Acho que tem várias falhas, mas que podem ser consertadas nos próximos livros. Acho que vou ler sim as continuações.

E você, o que achou de A Rainha Vermelha?
Beijos,