domingo, 15 de janeiro de 2017

Resenha | Minha Vida Mora ao Lado

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Os Garrett são tudo que os Reed não são. Barulhentos, caóticos e afetuosos. São de verdade. E, todos os dias, de seu cantinho no telhado, Samantha sonha ser uma deles, ser da família. Até que, numa noite de verão, Jase Garrett vai até lá e...
Quanto mais os adolescentes se aproximam, mais real esse amor genuíno vai se tornando. Contudo, precisam aprender a lidar com as estranhezas e maravilhas do primeiro amor. A família de Jase acolhe Samantha, apesar dela ter que esconder o namorado da própria mãe.Até que algo terrível acontece, o mundo de Samantha desmorona e ela é repentinamente forçada a tomar uma decisão quase impossível, porém definitiva. A qual família recorrer? Ou, quem sabe, Sam já é madura o bastante para assumir suas próprias escolhas? Será que está pronta para abraçar a vida e encarar desafios?Quem você estaria disposto a sacrificar pela coisa certa a se fazer? O que você estaria disposto a sacrificar pela verdade?

Oi, oi, gente! Tudo bem com vocês? Hoje vim fazer uma resenha do livro Minha Vida Mora ao Lado, que eu cismei que chamava Minha Vida na Casa ao Lado (gosto mais do meu título hehe). Escolhi esse livro bem ao acaso mesmo, quando estava procurando um livro de romance na livraria. Já tinha ouvido falar muito bem então pensei "ah, por que não?" e hoje estamos aqui nessa resenha. Então, vamos lá.

Bom, o livro conta a história de Samantha Reed, uma adolescente de 17 anos, filha de uma deputada e vizinha de uma família de 8 filhos (sim, 8 filhos), os Garrett. Samantha sempre foi fascinada pelos família da casa ao lado, por essa ser tão diferente de sua própria família e, claro, por causa da implicância de sua mãe com os vizinhos. Ela nunca tinha tido contato com nenhum dos Garretts até encontrar um dos filhos mais velhos, Jase, e entrar no mundo dele.

Achei que esse seria um livro clichê. Aquele romance água com açúcar, fofo, pra passar o tempo e aquecer o coraçãozinho. E ele é, sim, tudo isso. Mas não só isso. Diferente do livro que li antes desse, Novembro, 9 (resenha aqui), esse livro me convenceu. Todo o enredo parecia fazer muito sentido. Os personagens tinham personalidades bem definidas que os faziam muito reais. Nesse livro, como no outro, há uma tragédia. Mas nesse caso, senti que a tragédia considizia com a história, acrescentava para o enredo, foi importante para o desenvolvimento dos personagens e da trama, enfim, não foi forçada.

Outro ponto muito positivo desse livro foram os personagens. Diferente de muitos romances contemporâneos, não houve um foco absurdo no casal principal. Todos os personagens secundários tiveram papéis importantes, motivações próprias e desenvolvimentos incríveis. O aspecto político também era muito real e um tanto perturbador, na verdade. Mas, com certeza, minhas cenas favoritas eram na casa dos Garretts. Amo a ideia de uma família gigante. Jase, Joel, Alice, George, Patsy, Duff, Harry e Andy (ufa) eram os filhos reais de uma família real. Eles brigavam e se estressavam e invadiam a privacidade um do outro... mas também se amavam e se protegiam de uma maneira linda que me fez amá-los demais. Nos momentos difíceis, eu consegui sentir real empatia por eles e por Samantha, real raiva de Nan e real amor por Tim.

O relacionamento de Jase e Samantha também não foi nada forçado. Suas conversas eram muito naturais, suas brigas, pertinentes e não irritantes. Na verdade, todos os relacionamentos desse livro foram muito bons.

A única coisa da qual senti falta nesse livro foi a resolução final. Achei que um ou dos pontos ficaram não finalizados e não resolvidos. Mesmo assim, posso dizer que meu coração ficou sim mais quentinho depois de ler Minha Vida Mora ao Lado.

E vocês, já leram esse livro? O que acharam?
Beijos,
Ju

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Resenha | Novembro, 9 - Colleen Hoover

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Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?

Oi e feliz 2017! Finalmente voltei como as resenhas, né? A última foi de Amor Amargo, há quase um ano! Admito que 2016 não foi o melhor ano em termos de leitura, mas espero voltar ao normal agora. Pra começar, resolvi ler mais um livro da Colleen Hoover, Novembro, 9. Já fiz resenha de Métrica e comentei bem rapidinho sobre Um Caso Perdido aqui. Depois de ter lido já três livros da autora, é possível perceber um certo padrão em suas histórias. A personagem principal sempre tem um certo trauma ou problema, o garoto sempre esconde algum tipo de segredo, sempre há uma tragédia iminente... Tenho que admitir que, infelizmente, esse padrão não me agrada muito. Achei que funcionou super bem em Métrica e nem tanto em Um Caso Perdido. Nesse caso, estou com dificuldade de decidir o que realmente achei desse livro.

Novembro, 9 conta a história de um única dia, nove de novembro (ah, jura?), por cinco anos, quando Fallon O'Neil e Ben Kessler se encontram. Fallon tem baixa auto estima e problemas com seu pai, e sonha em ser atriz, carreira que foi arruinada após ter o lado esquerdo de seu corpo queimado em um incêndio. Ben Kessler é um escritor que parece ter perdido o rumo da vida depois da morte de sua mãe, dois anos atrás.

Quando comecei o livro, estava animada. Amei os diálogos, as relações entre os personagens, as construções de suas personalidades. Apesar do famoso amor instamtâneo que é típico dos livros dessa autora, eu estava gostando. A situação toda parecia bem irreal, sim, mas era interessante e bem construída o suficiente pra eu aproveitar e ignorar o fator realidade. Mas como todo livro, existe uma complicação que deve afetar o romance e criar certa angústia. Acontece que, nessa história, a complicação me pareceu tão banal e desnecessária. Na verdade, dramática, como se a autora precisasse forçar algo para continuar a história. A partir da primeira, parece que a Colleen resolveu fazer desse o livro mais complicado da história dos livros. Foram 3 ou 4 complicações jogadas para os personagens e, sinceramente, não acreditei muito em nenhuma. Algumas óbvias demais, outras forçadas demais. No meio do livro, a história já tinha me perdido. Os personagens pareciam perdidos.

Além disso, comecei a reparar em algo que realmente me irrita: a minimização e romantização de comportamentos machistas e, bom, meio estranhos. O personagem de Ben é escrito como um não típico interesse amoroso por não ser o que eles chama de "macho-alfa". Mesmo assim, em tantos momentos, ele é completamente machista e controlador. Ele decidi o que Fallon vai vestir, mesmo ela não estando confortável em vestir o que ele escolhe, ele a impede de falar, ele guarda UM PUTO SEGREDO por 5 anos e Fallon ainda o perdoa (muito rápido, aliás). Odeio que Fallon precisa dele pra se sentir bonita. Odeio o que o relacionamento deles, antes tão fofo e real, se tornou. Só não é pior que em Um Caso Perdido.

Sobre a famosa grande tragédia típica dos livros de Colleen também, não fui muito convencida. Como em Um Caso Perdido, não senti empatia alguma pelos personagens, não houve emoção alguma e achei tudo muito forçado.

Então, acho que posso dizer que gostei do primeiro 1⁄3 do livro. Ah, gostei também das "piadas internas" de Ben e Fallon, como a nota do beijo, comentários relacionados ao livro e tudo mais. Não posso negar que a escrita da autora te prende do começo ao fim e, mesmo quando percebi que não estava gostando do livro, não conseguia parar de ler.

Vocês já leram Novembro,9? Gostaram?

Beijos,